Oi, eu sou alguém! 
Então... mulher, que chegou aos trinta sem crise emocional. Veja bem: sem crise EMOCIONAL, porque crise financeira, existencial, comportamental, alimentar, corporal, tudo isso tem aqui!
Um dos meus maiores problemas é não parar de pensar. Minha cabeça não desliga e, como passo muito tempo sozinha ou tendo que parecer minimamente quieta, em função do trabalho, os pensamentos fervem e de alguma forma eu preciso extravasar (meu namorado que o diga, tadinho!). Por isso, há tempos eu penso em escrever e criar um blog, porque é muita treta mental pra pouca mulher, considerando meus 1,56m de pessoa.
O difícil foi escolher uma temática, já que esses pensamentos são tão variados e a cabeça nunca tem uma preferência. E é tudo tão volátil aqui dentro, que nesse momento esse texto está me parecendo bom, mas daqui há vinte minutos eu talvez desista dele. Enfim... foco! Tenho problemas com isso.
Diante desse dilema, sobre o que escrever e como parecer interessante, eu preciso contar uma historinha:
Era uma vez uma menina magricela, mas tão magricela que a própria mãe inventava apelidos para suas pernas finas. Ela teve uma infância difícil, repleta de histórias de bullying (que na época ninguém definia como tal e todos achavam apenas engraçado). Como se não bastasse, aos oito anos de idade passou a usar óculos e, pra finalizar, seu cabelo foi o inventor da palavra rebelde. Foram anos difíceis, aqueles, mas a adolescência chegou e... não, as coisas não melhoraram. Os seios começaram a crescer antes dos seios das coleguinhas, o que causou traumas, já que o assunto não era outro entre seus "a m i g o s". O cabelo continuou ruim, a menina continuou magra demais, peitão numa idade em que eles só servem pra doer e atrapalhar na hora de dormir de bruços, o grau dos óculos só aumentaram e dos dezesseis anos aos vinte e seis, a balança não se alterou. Entendam... gordinhas sofrem com o preconceito, mas as magras demais, também. (Eu poderia, nesse momento, fazer textão sobre padrão de beleza, mas não o faço porque já tem muita gente falando disso e eu gosto de ser diferentona. Tá superado.)
O tempo passou e a menina magricela, que sempre foi estabanada, desengonçada, desorganizada, bagunceira, dispersa, precisou amadurecer. Tornar-se mulher. Aquela de saia lápis preta, camisa de botão branca, coque no cabelo ruim, maquiagem, lente de contato e scarpin. Não deu muito certo...
E essa história toda é pra explicar que a minha ideia foi escrever exatamente sobre isso. Sobre chegar aos trinta gostando de Minions, Pokémon e afins. Sobre ter engordado nos últimos quatro anos, tudo aquilo que não engordei a vida inteira, e não conseguir ir pelo menos três vezes por semana à academia, tampouco largar o chocolate. Sobre a dificuldade de encaixar os exercícios físicos e os estudos na minha rotina de séries, brigadeiros, pipoca e coca-cola (eu, que sempre comi de tudo e nunca engordei uma grama!!!). Sobre ter foco, depois de uma vida inteira de distrações. Sobre sentar pra ler um livro de constitucional e precisar de cronômetro no celular pra me tirar do mundo da lua e concentrar nos direitos e garantias fundamentais. Isso acontece só comigo? Porque eu me sinto um peixe fora d'água, às vezes. Trinta anos! T r i n t a! Não tenho problema com essa coisa de como-passa-rápido-o-tempo-meu-Deus-tô-ficando-velha. Meu problema é achar que todas as outras mulheres de trinta sabem ter trinta e eu não. Mas existe um jeito? Descobrirei! 
Então hoje começo essa jornada de colocar pra fora um pouco desse muito que habita meus pensamentos.Mais como uma estratégia pra me ajudar a concentrar. Venho aqui, escrevo minhas besteiras e, como num passe de mágica, o Direito Constitucional me mostra seu charme (Oremos! Podia mesmo ser assim!). Se alguém ler e gostar, tô no lucro.
Como falei no início: oi, eu sou alguém: pronome indefinido, que significa alguma pessoa; qualquer pessoa não identificada. As pessoas não sabem quem eu sou e quem sabe, sabe também que isso aqui vai ser um hobby; uma forma de descarregar; meu jeito de fazer um cafuné em mim mesma; um lugar pra aconchegar minhas palavras.
Sem grandes pretensões, esse é o espaço em que eu somente quero escrever, deixar fluir as ideias e, nesse meio-tempo, talvez encontrar pessoas que me façam sentir menos trintona diferentona!
Sem grandes pretensões, esse é o espaço em que eu somente quero escrever, deixar fluir as ideias e, nesse meio-tempo, talvez encontrar pessoas que me façam sentir menos trintona diferentona!
Vamos nessa, Elayne! :)
OBS: É isso mesmo: blogspot! Quando eu aprender a ter trinta, crio um domínio de gente grande!
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OBS: É isso mesmo: blogspot! Quando eu aprender a ter trinta, crio um domínio de gente grande!